sábado, 12 de março de 2011

Peixe tem novo estatuto, e fundo de investimentos já pode sair do papel Luis Alvaro Ribeiro dizia que criação de mecanismo para injetar R$ 40 milhões no clube dependia das mudanças aprovadas neste sábado


Sócios aprovam novo estatuto do Santos (Foto: Adilson Barros / Globoesporte.com)Grande maioria dos sócios votou pela mudança do
estatuto (Foto: Adilson Barros / Globoesporte.com)
Os sócios do Santos aprovaram neste sábado o novo estatuto social do clube com ampla vantagem: 1.052 votaram a favor da mudança, apenas 109 foram contra. Dois nulos e um branco. São alterações significativas no modelo de administração do clube. A partir das próximas eleições, que serão realizadas em dezembro, o mandato do presidente será de três anos (até então eram dois), mas só será permitida uma reeleição. Desde 2003, quando o ex-mandatário Marcelo Teixeira mudou o estatuto, eram permitidas reeleições ininterruptas.
Além disso, será criado o Comitê de Gestão, formado pelo presidente, o vice e mais sete pessoas que atuarão como diretores. Esse grupo será responsável por todas as decisões. Trata-se de um ponto polêmico, pois há no clube quem acredite que o comitê irá tirar poder do mandatário. Nos bastidores, a oposição já chama o atual presidente, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, de "Rainha" (em alusão a monarquias em que o soberano ocupa um cargo decorativo e não tem poder), apesar dele ter poder de veto de acordo com o novo estatuto.  Uma outra mudança significativa: para participar das eleições, o santista precisará ser sócio há apenas um ano antes do pleito. Atualmente, são necessários três anos. O texto cria ainda o título de Patrono do Santos para o Rei Pelé.
Segundo o presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, essas mudanças eram necessárias para que o fundo de investimentos que havia prometido durante sua campanha nas eleições de 2009 saia do papel. Ele afirma que o fundo já está formatado e a expectativa é que sejam injetados, num primeiro momento, R$ 40 milhões para a contratação de jogadores. Antes de ser colocado em prática, porém, é necessária a aprovação da Comissão de Valores Mobilários (CVM).
Membros da oposição tentaram cancelar a votação. Na sexta-feira à noite, o advogado Mário Mello, que atuou como gerente jurídico na gestão do ex-presidente Marcelo Teixeira, tentou uma liminar para adiar a Assembleia Geral, mas teve seu pedido indeferido. Neste sábado, no momento em que a votação iria começar, ele pediu a palavra e tentou estabelecer uma mudança na eleição: queria que cada artigo do novo estatuto fosse votado separadamente e que o associado tivesse o direito de propor emendas ao texto. Mais uma vez não foi atendido. Esse contratempo atrasou o início do pleito, que estava marcado para as 10h, mas só começou às 11h.
Mudança de endereço
Há outras mudanças que visam deixar ainda mais clara a distinção entre a atual gestão, comandada por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, e a de Marcelo Teixeira, que presidiu o clube entre 2000 e 2009. A primeira: dirigentes não poderão emprestar dinheiro ao clube, prática comum na gestão de Teixeira. Outra, o endereço do Santos volta ser rua Princesa Isabel, sem número. O ex-presidente havia mudado incluído o número 77, pois tem apreço pelo número sete.
Camisa branca é a principal
Caso o novo estatuto seja mesmo aprovado, a camisa branca passará a ser a número um. Nos primórdios do clube, a camisa listrada era a principal. Aos poucos, porém, o tradicional uniforme todo branco passou a ser utilizado como mais freqüência, sem, no entanto, jamais ser reconhecido como o principal nos documentos oficiais do Peixe. O estatuto atual, por exemplo, é omisso nesse ponto. Agora, a ideia é oficializar o que já acontece na prática

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